Muito Além das Iscas: A Ciência por Trás do Controle de Roedores

O ambiente urbano é altamente suscetível à presença de roedores comensais ou sinantrópicos, especialmente a ratazana (Rattus norvegicus), o rato-de-telhado (Rattus rattus) e o camundongo (Mus musculus). A ocorrência dessas espécies está diretamente relacionada à disponibilidade de alimento, água e abrigo, condições frequentemente favorecidas por deficiências no saneamento básico, manejo inadequado de resíduos sólidos e ocupação desordenada do espaço urbano.

A presença de roedores representa um importante risco à saúde pública, uma vez que esses animais são reconhecidos como reservatórios e disseminadores de diversos agentes patogênicos. Segundo o Manual de Controle de Roedores da FUNASA, os roedores participam da cadeia epidemiológica de pelo menos 30 enfermidades transmissíveis ao ser humano, destacando-se a leptospirose, as hantaviroses e diversas enterobactérias de relevância sanitária, como as espécies do gênero Salmonella.

Em relação à hantavirose, é importante destacar que, no Brasil, os casos humanos estão predominantemente associados a roedores silvestres. Entretanto, já foram registrados achados de hantavírus em roedores urbanos, incluindo a ratazana (Rattus norvegicus), e existem relatos internacionais envolvendo camundongos (Mus musculus) como reservatórios de diferentes hantavírus. Esses achados reforçam a importância da vigilância contínua e das ações preventivas voltadas ao controle de roedores em ambientes urbanos.

Todo estabelecimento deve contar com um parceiro especializado em prevenção e controle de roedores para garantir a segurança sanitária do ambiente. Esse trabalho é realizado por meio do monitoramento sistemático dos anéis sanitários internos, compostos por dispositivos de captura e monitoramento, e dos anéis sanitários externos, constituídos por dispositivos RAT Box contendo iscas rodenticidas.

Os dados obtidos durante o monitoramento permitem a elaboração de mapas de calor, análises de tendências e identificação de pontos críticos, fornecendo subsídios para a tomada de decisões e direcionamento das ações de controle.

Além do acompanhamento dos dispositivos, é fundamental a inspeção detalhada do ambiente para identificação de vestígios de atividade dos roedores, como pelos, urina, fezes (incluindo análise escatológica), pegadas, marcas de gordura, tocas e roeduras. Essas informações são essenciais para a definição das estratégias de manejo ambiental, manejo sanitário e controle populacional.

Cabe ressaltar que os vestígios deixados pelos roedores também representam risco biológico, uma vez que podem permanecer contaminados por microrganismos capazes de causar doenças. Por esse motivo, a remoção adequada desses resíduos e a desinfecção das superfícies contaminadas constituem etapas fundamentais para a restauração da segurança sanitária do ambiente.

Apesar dessa importância, ainda são poucas as empresas no mercado nacional que incorporam protocolos específicos de controle microbiológico relacionados aos vestígios deixados pelos roedores, tanto durante o processo de monitoramento quanto após o estabelecimento do controle populacional.

A Truly Nolen oferece programas completos e personalizados para os mais diversos segmentos, com foco no diagnóstico preciso, prevenção, manejo ambiental, manejo sanitário, monitoramento, controle de roedores e redução dos riscos biológicos associados às infestações.

Não espere que a situação saia do controle. Conte com a Truly Nolen para desenvolver programas eficazes de prevenção e controle de roedores e outras pragas urbanas, protegendo a saúde das pessoas, a integridade das instalações e a segurança dos seus processos.

Texto de Anderson Vieira Aranha.
Biólogo, Especialista em Controle de Pragas e Mestrando em Controle e Vigilância de Vetores.